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Contabilidade do Setor Imobiliário (Real Estate) - Outros assuntos relacionados - Método de equivalência patrimonial (MEP)

Publicação
13/05/2020
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Transcrição

Nesta seção, a gente vai falar sobre o MEP. O que seria o MEP? Método da Equivalência Patrimonial. Vou colocar aqui na lousa. Só porque depois a gente vai fazer outras anotações também. Então, normalmente, para fins contábeis, a gente tem três tipos de métodos de avaliação: é o método de custo, o método de valor justo e o método da equivalência patrimonial, que é o nosso foco aqui de discussão. Então, o que seria o método da equivalência patrimonial? Quando o investidor adquire determinado investimento, ele faz o reconhecimento, o registro no balanço patrimonial pelo custo. Então, ele adquiriu um investimento, vamos supor, de R$ 100. Então, ele vem aqui no investimento e registra R$ 100, o valor pelo custo.

Só que esse valor é atualizado. É atualizado ao passo que a investida vai gerando resultados. Então, pela participação... Quanto esses R$ 100 representam na participação que o investidor tem na investida? Então, vamos supor, por exemplo, que a empresa A investiu na empresa B. E esse investimento fez com que A tivesse 10% de participação em B. Então, ao passo que B, que é a investida de A, vai gerando resultados, A vai atualizando esses investimentos. Por isso que nós chamamos de método da equivalência patrimonial. Ou seja, pela participação que o investidor tem na investida, esse investimento aqui é atualizado no balanço patrimonial.

Eu vou pedir para você me acompanhar no nosso material no slide, que tem algumas informações importantes em relação a esse investimento. A participação, seja para mais ou para cima, é sempre reconhecido no resultado do período. Então, toda vez que eu tenho um aumento ou diminuição no investimento, a contrapartida vai vir aqui sempre no resultado. Então, vamos imaginar que aqui é o balanço patrimonial da empresa A, investimento de R$ 100 com contrapartida no caixa em banco, em algum momento, por exemplo. E aí, teve um ganho de R$ 10, então vou aumentar o investimento em R$ 10. E vou ter uma receita de R$ 10, que vai estar aqui representado na linha do patrimônio líquido.

Aqui é situação de aumento. Na situação que teve um decréscimo, uma desvalorização, é a mesma coisa. Então, supondo que teve, por exemplo, R$ -3, eu tenho aqui R$ -3 representando despesa. Então, vou diminuir o investimento em -3, automaticamente uma despesa aqui no meu resultado. Todo esse aumento, acréscimo ou decréscimo, vai sempre para a linha do resultado. O que é importante também? Que todas as distribuições recebidas, todos os valores que A receber de B, vão diminuir o investimento aqui em A. Então, tem essa atualização com os dividendos que A receber de B. A gente vem aqui no investimento e diminui.

Então, vamos supor que A, que é a investidora, recebeu da investida, por exemplo, R$ 5. Vou receber aqui entrando dinheiro em banco, recebendo R$ 5 aqui, por exemplo. Então, automaticamente, esse investimento aqui vai ser diminuído. Porque espera-se que tenha esse retorno. E toda vez que tem um ajuste no investimento, esse ajuste tem como contrapartida o patrimônio líquido, sempre da investidora. Que é o que a gente vai ver aí nos próximos slides. A gente tem um exercício com essa situação. Houve um ajuste e ele vai ser registrado com contrapartida aqui no patrimônio líquido.

Eu vou pedir para vocês darem uma olhada no material que, exatamente essa ilustração que eu fiz aqui na lousa, eu coloquei aí no material. É o seguinte: a gente tem duas empresas A e B, semelhante ao que a gente colocou na lousa. E A tem 70% de participação de B. O que a gente vai ver, na demonstração de A que está aí? A gente vê, que está em vermelho, o investimento, que seria esse pedaço aqui, esses R$ 100 que coloquei na lousa, que é justamente representando a participação no patrimônio líquido de B. Então, B tem seu patrimônio líquido no valor de, por exemplo, R$ 10 mil, em que A tem 70% de participação. Então, esses 70% vão lá para o investimento de A. Por isso que a gente vê essa setinha demonstrando. Então, é exatamente esse cara aqui, que é o balanço patrimonial de A.

E aí, só para representar, o balanço patrimonial de B. E aqui tem o PL de B. Então, o que está demonstrando aí? Que essa participação aqui é em cima sempre do patrimônio líquido, só para a gente simplificar. Vamos fazer um caso prático, só para a gente entender. Que com números fica melhor. Vou pedir para você pegar sua calculadora, que é bem interessante, para a gente acompanhar e fazer juntos. A é uma empresa que controla B, porque tem participação de 90%. E o PL de B é de R$ 500 mil. O investimento é avaliado pelo MEP, pelo método da equivalência patrimonial. Significa que, no reconhecimento do investimento no balanço patrimonial, A reconheceu o valor pelo custo.

O investimento avaliado pelo MEP em A deve ser equivalente ao PL de B, proporcional ao percentual de participação. Ou seja, quanto é a participação de A em B? 90%. E quanto é o PL de B? R$ 500 mil. Peguem sua calculadora, por favor. R$ 500 mil vezes 90%. Quanto vai chegar? R$ 450 mil. Certamente, foi esse número que você chegou. Esse é o valor que a gente está colocando aí também. O que a gente vê? Que no balanço patrimonial de A... Aqui a gente tem a empresa B. Balanço patrimonial de B. E aqui balanço patrimonial de A. O que a gente vê? Que B tem um patrimônio líquido de R$ 500 mil. É o que a gente verificou no enunciado. E A tem uma participação de 90% de B. Então, o investimento que A vai ter em B é R$ 500 mil vezes 90%, que é a participação.

Então, quanto A tem que ter aqui em investimento? R$ 450 mil, que é a participação que A tem sobre B. E o que acontece depois de determinado tempo? B teve R$ 100 mil de lucro. E aí, o PL da empresa passou de 500 para R$ 600 mil. Ou seja, B teve aqui lucro. A gente vai atualizar aqui. R$ 100 mil representando o lucro. Significa que o novo PL de B é de R$ 600 mil, porque teve esse aumento. Esses R$ 100 mil de lucro que é o que está no enunciado. Só para você ir acompanhando. E o que gente vê? Que A tem 90% sobre o investimento de B. Então, esses R$ 100 mil precisam também refletir na participação de A.

Vamos pegar sua calculadora, sei que é uma conta fácil. Só para a gente praticar. R$ 100 mil, que é o lucro que deteve no período, vai trazer R$ 90 mil para A como resultado da equivalência patrimonial. Porque esse resultado é em cima do lucro que B gerou no período. Então, esse investimento pelo MEP, que a gente acabou de fazer aqui, pela atualização da participação, eu venho aqui e atualizo o investimento em R$ 90 mil. Como a gente está demostrando aqui o investimento, não vou colocar aqui a contrapartida. Mas, como a gente viu anteriormente, a contrapartida, quando há aumentos e diminuições, a gente tem a contrapartida aqui no resultado da imprensa investidora.

Então, agora quanto fica o investimento de A? 450 mil + 90 mil. Vamos somar quanto fica esse investimento. Vai chegar em R$ 540 mil. E aí, se você for ver, 540 mil em cima de 600 mil, vai exatamente representar 90%. Que é exatamente a participação que A tem em B. Muito bem. E aí, o que acontece? B fez uma distribuição de lucros. B teve lucros e decidiu distribuir, decidiu fazer pagamentos para os seus investidores. Então, A, que recebe esse investimento, também tem que ter essa sensibilização no seu resultado. O que a gente viu no início da nossa introdução? Que quando a investidora recebe investimentos da investida, há aqui uma diminuição no seu balanço patrimonial.

Por isso que a gente está vendo aí esse reflexo em vermelho na apresentação, que eu vou pedir para você dar uma olhada. Então, o que acontece? B distribuiu 70% de lucro sob a forma de dividendos. Então, desses 100 mil, B vai ficar com 30. A gente vem aqui no investimento de 600 mil e diminui 70 mil. Então, esse PL de B agora vai ficar com R$ 530 mil. Porque tinha 600, diminuiu 70% do lucro, então vai ficar com R$ 530 mil. E A tem 90% dessa participação. Então, 70 mil vezes 90% vai dar 63 mil. Então, o que a gente tem que fazer? A gente vem nesse investimento, que seria a contrapartida desse investimento em caixa, em banco, e diminui R$ 63 mil.

Então, se a gente for verificar, quanto era a participação antes, de A em B? Era de R$ 540 mil. 540 mil menos 63 mil, vai ficar com R$ 477 mil. Que é o valor que vai ficar aqui em cima, no investimento de A. E R$ 477 mil sobre o PL de B, que é exatamente o investimento que A tem sobre B, vai representar 90%. Então, A continua tendo 90% de participação sobre o PL de B. Então, ao passo que houve o aumento na participação pelo método da equivalência patrimonial, ou seja, com essa participação de 90%, o investimento foi aumentado, e ao passo que a empresa A recebeu os dividendos de B, o investimento também foi atualizados. E aqui a gente está demonstrando, como falei, o efeito no investimento, mas obviamente que esses 63 aqui teve a contrapartida em banco, como eu falei, e esses 90 aqui teve a contrapartida aqui no resultado.


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