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Fases do crime de lavagem de dinheiro

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01/01/2017
Eric Barreto
Partner e Prof. do Insper

Fases do crime de lavagem de dinheiro. Observe a sequência a seguir:

Vamos falar sobre cada uma das fases para que os conceitos fiquem bem claros.

1ª Fase: Colocação. É a primeira etapa do processo, a colocação do dinheiro no sistema econômico. O Objetivo é ocultar sua origem, então, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal.

A colocação se efetuada por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie.

2ª Fase: Ocultação. É a segunda etapa do processo e consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas, preferencialmente em países amparados por lei de sigilo bancário ou realizando depósitos em contas fantasmas.

3ª Fase: Integração. Nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. É a reversão do dinheiro em atividades lícitas ou ilícitas, como por exemplo, a aquisição de ações; imóveis; joias; empréstimos; geração de lucros falsos, inclusive com o pagamento de impostos; ou qualquer outro mecanismo de legalidade ao dinheiro, gerando operações documentadas.

As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades. Podendo tais sociedades prestar serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.

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