Nenhum resultado encontrado.

Atribuição de Preços aos Inventários

Tenha acesso ilimitado

Acesso a cursos, guias, artigos e vídeos. Sem pontuação CRC.

R$50

/mês

Começar Também preciso de pontos CRC
01/01/2017
Eric Barreto
Partner e Prof. do Insper

Atribuição de Preços aos Inventários.

Preço Específico. Empresas de alguns tipos de negócio, como as dos ramos imobiliário e automobilístico, por exemplo, atribuem um custo específico a cada item de estoque. Isso acontece não só porque o custo de aquisição de cada item é diferente, mas também pela relevância do valor de cada item em relação ao total estocado. Nesse contexto, faz sentido controlar separadamente o resultado com a venda de cada item.

PEPS: o primeiro que entra é o primeiro que sai. Pelo método PEPS, ao apurar o custo de uma venda, devem ser baixados do estoque os itens mais antigos, isto é, no momento da venda, devemos olhar para a posição em estoque e ir baixando os primeiros itens que entraram no estoque, até o seu esgotamento.

Quando esgotadas as quantidades dos itens mais antigos, partimos para a baixa dos itens que, no exato momento, são os mais antigos do estoque. Em uma economia inflacionária, o método PEPS traz um desconforto. Como a cada venda são baixados os itens mais antigos, o lucro na transação é apurado com base em um custo que está mais longe do curso atual. Assim sobra no estoque um valor mais próximo do custo de reposição. O método, atualmente, é aceito para fins fiscais e também na contabilidade societária.

No primeiro quadro deste tópico, localizado acima, podemos visualizar uma saída, venda, sendo realizada com a apuração de custos pelo método PEPS. Note, a partir do quadro, que o valor baixado do estoque, o balanço, e registrado como custo da mercadoria vendida, DRE, é R$7,50.

UEPS: o último que entra é o primeiro que sai. Pelo método UEPS, ao apurar o custo de uma venda, devem ser baixados do estoque os itens mais recentes. Isto é, no momento da venda, devemos olhar para a posição em estoque e ir baixando os últimos itens que entraram no estoque, até o seu esgotamento.

Quando esgotadas as quantidades dos itens mais recentemente adquiridos, partimos para a baixa dos itens que, no exato momento, são os mais novos do estoque. O método PEPS também traz um desconforto. Como a cada venda, são baixados os itens mais recentes, o lucro na transação é apurado com base em um custo que está mais próximo do custo atual, porém, sobra no estoque um valor mais distante do custo de reposição.

O método, atualmente, não é aceito nem na contabilidade societária e nem para fins fiscais, pois, como normalmente os custos aumentam ao longo do tempo, a tendência do UEPS é reconhecer lucros menores do que nos demais métodos.

No quadro abaixo, podemos visualizar uma saída, venda, sendo realizada com a apuração de custos pelo método UEPS. Trata-se dos mesmos dados do quadro anterior, porém, desta vez invertemos os métodos de apuração do CMV. Nesse caso, o valor baixado do estoque, balanço, e registrado como custo da mercadoria vendida, DRE, é R$5,00.

MPM: a Média Ponderada Móvel é o método mais utilizado pelas empresas. O método reduz as distorções mencionadas para os métodos PEPS e UEPS, à medida em que liquidifica os custos das compras realizadas e vai baixando o custo médio. Ainda assim, muitas vezes o método é visto como inadequado para fins gerenciais, já que trabalha com o custo histórico.

O nome do método traduz a sua essência. É baseado no conceito de média ponderada, ou seja, se existirem apenas duas compras em um estoque, a primeira, de 100 unidades adquiridas ao custo unitário de R$1,00; e a segunda, de 10 unidades adquiridas ao custo unitário de R$2,00, é fácil perceber, mesmo antes de fazer contas, que o custo unitário médio ficará bem mais próximo de R$1,00 do que de R$2,00, pois o volume de unidades compradas a R$1,00 é 10 vezes maior. E a cada nova compra por custo diferente do custo médio, o custo unitário médio é recalculado, por isso é uma média ponderada móvel.

O quadro a seguir mostra o saldo sendo calculado a partir da média ponderada do custo e a saída registrada a partir desse custo médio. O método, atualmente, é aceito tanto na contabilidade societária, como para fins fiscais. Nesse caso, o valor baixado do estoque, o balanço, e registrado como custo da mercadoria vendida, DRE, é R$5,83.

Relacionados