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Uso de Médias nos Cálculos de Rentabilidade

Uso de Médias nos Cálculos de Rentabilidade

Em geral, calculamos o ROE (Return on Equity) de um ano qualquer dividindo o lucro líquido do ano pelo patrimônio líquido da entidade no mesmo ano. Na prática, esse é o expediente mais comum, porém, é importante sabermos que existe um problema conceitual ao realizar o cálculo ROEA1 = LLA1/PLA1.

O lucro do ano 1 já está contido no PL final do ano 1, então, essa rentabilidade não estaria bem calculada... Assaf Neto, em seu livro Estrutura e Análise de Balanços, sugere que o cálculo da rentabilidade de um ano exclua o lucro do mesmo ano do denominador, ficando ROEt = LLt/(PLt – LLt). Essa alternativa não resolve completamente o problema, pois durante um período, o PL sofre modificações por aumento de capital, fusões, cisões, distribuição de dividendos ou mesmo pela criação e retenção de lucros.

Qual PL contribuiu com o lucro produzido no ano 1: Seria o PL do ano 0 ou o PL final do ano 1? A melhor resposta seria “nem um nem o outro”, pois a companhia começou o período com o PL que tinha ao final do Ano 0, e desde o primeiro dia do Ano 1, vem participando de transações que modificam o PL inicial.

Por isso, ao calcular indicadores de giro, alavancagem da estrutura de capital e rentabilidade, em vez de simplesmente usar o PL final ou o Ativo final, usamos uma média simples dos saldos inicial e final do PL e do Ativo.

Exemplos:

ROE = LL/PLMédio; ROA = LO/ATMédio; AEC = ATMédio/PLMédio; Giro dos ativos = Receita/ ATMédio

 Como em finanças, muitas vezes a precisão é um luxo, uma boa parte dos analistas (e das empresas) não dão atenção ao uso de médias de ativo e PL nesses cálculos. Assim, é preciso estar atento para o padrão de cálculo usado por um cliente, pelo elaborador de um concurso ou pela empresa onde você trabalha para não cometer enganos.