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Selic a 4,25% e o investidor conservador

Selic a 4,25% e o investidor conservador

Na última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária), na qual é definida a meta da principal taxa básica da economia brasileira, a SELIC, ocorreu um novo corte, e essa taxa é agora de 4,25% ao ano.

Essa mesma Taxa SELIC foi astronômica por décadas, mesmo recentemente, esteve acima de 14% ao ano. Isso explica um pouco do comportamento conservador do brasileiro em termos do (pouco) apetite para risco nos investimentos. Afinal, o brasileiro que sabia investir se acostumou com uma tríade estranha, mas que existiu no Brasil durante muito tempo: renda fixa com baixo risco, liquidez diária e alta rentabilidade.

O ponto relevante desse assunto é muito claro: Apesar da sinalização de encerramento no ciclo de cortes na taxa de juros, 4,25% ao ano já é muito pouco em relação ao que o investidor conservador brasileiro estava acostumado a ter de rentabilidade em sua renda fixa com liquidez diária.

Nesse cenário, o investidor conservador brasileiro se vê com duas saídas. A primeira, mais cômoda e menos agradável, é nada fazer. Ou seja, manter o dinheiro nos CDBs dos grandes bancos e tentar se acostumar com essa nova e baixa rentabilidade. A segunda, que é a que está em franca expansão no Brasil, é mudar o perfil dos seus investimentos. Ou seja, o investidor conservador está sendo impulsionado a deixar de ser tão conservador por conta da renda fixa com baixos retornos. Esse movimento já aconteceu há muito tempo em países da Europa, Estados Unidos, Japão e muitos outros, pois tem as taxas básicas baixas.

Falando desse novo perfil de investidor, o conservador que está sendo empurrado para o moderado, as opções mais oferecidas a eles atualmente são:

  1. Investir uma pequena parte das suas economias em aplicações financeiras de mais alto risco, como ações, fundos de ações e fundos multimercados, e;
  2. Investir parte considerável de suas economias em Fundos de Investimento Imobiliários, conhecidos como FIIs, como forma de melhorar a rentabilidade sem subir (tanto) o risco.

Vale a pena ressaltar que existem FIIs com diversos perfis de risco, desde os que tem como objetivo ter renda com aluguéis, como os que compram todo tipo de papel relacionado ao segmento de construção civil. Ou seja, nem todo FII tem risco tão baixo assim.

Mas, uma coisa é certa: Independente das novas escolhas desse novo investidor, o mercado de renda fixa provavelmente não será mais o mesmo por um bom tempo.

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