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O que é o Hedge de Exposição Agregada

Eric Barreto
Eric Barreto
Professor do Insper e Partner da M2M SABER
Wesley Carvalho
Wesley Carvalho
Expert da M2M SABER
18/09/2019

Como já é de conhecimento das companhias e profissionais atuantes nas áreas de contabilidade e finanças, no Brasil, a partir de 01 de janeiro de 2018, a IFRS 9/CPC 48 tornou-se a norma vigente para a contabilização dos instrumentos financeiros, revogando simultaneamente, parte substancial da antiga norma IAS 39/CPC 38.

Um dos tópicos abordados pela norma é a contabilização de hedge (hedge accounting). Nesse tema, houve algumas mudanças com o intuito de refletir de forma mais transparente a prática de gestão de riscos financeiros das companhias nas demonstrações financeiras. Tais mudanças trouxeram a possibilidade da aplicação da contabilização de hedge para objetos de hedge cuja composição incluísse um instrumento financeiro derivativo, o que é chamado na norma de exposição agregada.

A exposição agregada nada mais é do que um hedge de 1º nível, ou seja, ele já é uma estrutura de hedge, porém, a exposição resultante desse hedge, por algum motivo, à luz da política de gestão de riscos da entidade, pode se tornar um risco indesejável. Em um cenário equivalente, sob a prática das normas anteriores (IAS 39/CPC 38), a companhia não poderia designar para hedge accounting essa exposição agregada, uma vez que derivativos não poderiam ser designados como objetos de hedge.

O hedge de exposição agregada, do mesmo modo que qualquer outro modelo de hedge accounting, deve ser formalizado e ter monitorada a sua efetividade (relação econômica do hedge), no mínimo a cada data de balanço.

Um exemplo de hedge de exposição agregada: uma entidade cuja moeda funcional é o Real (BRL) toma um empréstimo em dólar + 3% e faz um swap que troca dólar + 3% por uma taxa prefixada de 9%. Esse seria o hedge de 1º nível (exposição agregada). Em algum momento, por ter aplicações financeiras indexadas ao CDI, essa entidade poderia contratar outro derivativo para sair do risco de taxa prefixada, assim, ela designaria como item protegido o conjunto “empréstimo em dólar + 3% e swap que troca dólar + 3% por taxa prefixada de 9%” e teria como instrumento de hedge algo como um swap que troca a taxa prefixada de 9% por um percentual do CDI ou por CDI + taxa.

Podemos afirmar que um dos maiores desafios para esse tipo de hedge é a definição das classificações de hedge accounting, tanto para o hedge de 1º nível (exposição agregada) quanto para o hedge de 2º nível, cujo hedge possui a função de eliminar ou reduzir o risco proveniente da exposição resultante do hedge de 1º nível, ou seja, no hedge de 2º nível, o hedge de 1º nível torna-se o objeto de hedge. Portanto, antes de definir a classificação contábil do hedge, é importante que a companhia tenha clara a sua intenção com estas estratégias, a priori, no seu ponto de vista econômico e de gestão. E mais, ao contratar o hedge de 2º nível, a entidade já deveria elaborar um estudo sobre os efeitos contábeis no novo instrumento financeiro e na nova exposição agregada.

Esse é um dos tópicos trabalhados nas consultorias da M2M SABER, e que certamente será discutido com o público presente na nossa Academia de Hedge e Hedge Accounting.

Se você ainda está iniciando seus estudos sobre hedge accounting, esse texto provavelmente inseriu um tópico avançado. Nesse caso, recomendamos que você conheça nosso curso online (EAD) de hedge accounting.

 

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