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A DFC e o regime de competência

A DFC e o regime de competência

Quantas vezes em minha carreira de contador não escutei avaliadores de negócios dizendo que o resultado contábil não era importante em uma avaliação, pois a única métrica relevante seria o caixa?! É provável que você também já tenha escutado algo nesse sentido. Eu poderia concordar com esses profissionais se estivéssemos avaliando um negócio a partir dos fluxos de caixa projetados para toda a vida de uma empresa, e não para um recorte de tempo. Mas ao mesmo tempo, se não estamos trabalhando com um recorte de tempo, o caixa gerado pela entidade coincidiria com o lucro contábil...

Na contabilidade, o regime de competência tem o papel de distribuir resultados ao longo do tempo, de forma que esses “recortes” de tempo reflitam resultados mais justos. Os recortes aos quais me refiro são as unidades de tempo em que resultados são mensurados. É bastante comum medirmos resultados de empresas anualmente ou trimestralmente, no entanto, as entradas e saídas de caixa nem sempre são uniformes, mesmo quando o esforço produzido pela companhia é predominantemente constante. Um exemplo disso são os emissores de cartões de crédito, que muitas vezes cobram anuidades dos seus clientes por uma estrutura que é disponibilizada ao longo de todo o ano. Vamos imaginar que as anuidades fossem, de fato, cobradas apenas uma vez por ano, mas as despesas de operação, inevitavelmente estariam distribuídas ao longo do ano, de forma que, se os resultados trimestrais fossem medidos com base em caixa, essas entidades teriam resultados positivos no trimestre de recebimento das anuidades, e negativos nos demais trimestres, o que não faria sentido com o negócio da companhia.

O regime de competência tenta corrigir esse tipo de distorção, pois muitos itens que são consumidos durante um longo período, geraram saída de caixa somente na sua aquisição, e ainda, muitos negócios já concretizados somente gerarão caixa em períodos futuros. Assim, esse regime faz com que as receitas sejam reconhecidas à medida que uma entidade cumpre com suas obrigações em um negócio, e de certa forma, vai casando essas receitas com os custos e despesas que ajudaram a produzi-las.

Desta forma, ao projetar os resultados de uma entidade, muitas vezes é um erro tomar como base somente um histórico finito da sua geração de caixa. A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) elaborada pelo Método Indireto é estruturada de forma bastante didática para conciliar o lucro contábil e a geração de caixa de uma companhia. Assim, um avaliador pode projetar resultados a partir de um histórico de receitas e despesas, considerando obviamente fatores que poderão impactar no acréscimo ou decréscimo de cada um desses itens, e a partir do lucro, a DFC pode ajuda-lo a chegar no caixa da operação.

O primeiro bloco da DFC é justamente o fluxo de caixa das atividades operacionais, o qual parte do lucro líquido e exclui o efeito de itens que afetaram o lucro, mas não o caixa do período. Entre esses itens, o mais falado é o conjunto “depreciação, amortização e exaustão”, que reflete no resultado o desgaste de ativos de longo prazo, mas que somente afeta o caixa no momento da aquisição de tais ativos. Além desses, temos provisões, variação cambial e vários outros itens que podem ter afetado o resultado sem afetar o caixa do mesmo período.

Após esses ajustes, a DFC acrescenta (exclui) variações em ativos e passivos operacionais. Por exemplo: quando temos mais estoques de um período para outro, provavelmente foi sacrificado caixa; e quando temos menos recebíveis, implicitamente, entendemos que esses valores engordaram o caixa do período, logo, concluímos que, quando temos mais ativos operacionais, temos um efeito negativo no caixa, e o inverso também será verdadeiro. Para os passivos, o raciocínio é contrário: se o saldo de fornecedores ou contas a pagar aumenta, intuímos que pagamentos foram postecipados, o que gera um impacto positivo no caixa.

O crescimento de uma companhia normalmente demanda investimentos em estoques, contas a receber e/ou outros ativos operacionais. Em uma projeção, chamamos essas variações de variações na necessidade de capital de giro (NCG), variações na necessidade de investimento em giro (NIG) ou, simplesmente, investimento em capital de giro.

Lucro e caixa não são concorrentes! Uma boa avaliação deve entender isso e utilizar de forma favorável toda informação disponível. Na plataforma da M2M SABER, temos um curso online sobre DFC, onde apresentamos sua estrutura e vários dos seus pontos mais complexos. Se quiser entender melhor como preparar essa demonstração ou simplesmente ter ideia de como ela poderia melhorar suas projeções, inscreva-se em nossos cursos.

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