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Pasadena não valia nem zero nem US$ 2,2 bi

Em entrevista a Fernando Torres, do Valor Econômico, professor da M2M fala sobre o conceito de valor justo na negociação de Pasadena.


Pasadena não valia nem zero nem US$ 2,2 bi
Valor Econômico
Valor Econômico

15/05/2014

Por Fernando Torres.

Uma condição básica para apuração do valor justo em uma transação é que os participantes estejam dispostos a negociar.

Isso ajuda a explicar como é possível que, durante o processo de arbitragem entre a Petrobras e sua sócia Astra na refinaria de Pasadena o laudo apresentado pela empresa brasileira tenha apontado valor zero para a unidade, enquanto aquele levado pela empresa belga tenha indicado US$ 2,25 bilhões. “Nenhum desses era o valor justo. O comprador queria reduzir o preço, e vendedor, maximizar”, diz Eric Barreto, professor do Insper e da M2M.

Quando as partes estão interessadas no negócio, presume-se que o valor justo seja aquele pelo qual a transação foi fechada, e é esse número que entra no balanço. Isso não ocorre, contudo, quando a transação é forçada, como foi com a segunda metade de Pasadena. Até mesmo por isso, assim que registrou a aquisição, em meados de 2009, por US$ 466 milhões, a Petrobras logo deu baixa de US$ 147 milhões.

Segundo Barreto, se a Petrobras acreditasse que o ativo valia zero, teria baixado todo o montante. Por outro lado, fica claro que a estatal não esperava recuperar os US$ 466 milhões pagos pelo ativo. (FT)

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