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Empresa de Eike reconhece perda de R$ 1,8 bi

Com apoio do Prof. Eric Barreto, Samantha Lima, repórter da Folha de São Paulo, informa o mercado sobre a perda que tornou o PL da MMX, de Eike Batista, negativo em mais de R$ 560 milhões.


Empresa de Eike reconhece perda de R$ 1,8 bi
Folha de S. Paulo
Folha de S. Paulo

01/11/2014

Por Samantha Lima.

A MMX, mineradora controlada por Eike Batista, informou ter feito um chamado "impairment" --reconhecimento contábil de que os ativos valem menos do que anteriormente calculado-- no valor de R$ 1,807 bilhão.

Na prática, a empresa reconhece que o valor recuperável de seus ativos, considerando a possibilidade de dar retorno, é R$ 1,807 bilhão menor que o esperado.

Segundo a MMX, que está em recuperação judicial, a baixa contábil se refere à operação e ao projeto de expansão da unidade Serra Azul (MG), sua principal unidade de produção.

O valor do "impairment" supera o patrimônio líquido da empresa no primeiro trimestre, que é de R$ 1,3 bilhão.

Considerando essa comparação, a MMX é uma empresa tecnicamente "insolvente", ou seja, tem mais dívidas do que ativos, diz Eric Barreto, professor do Insper e sócio da M2M Escola de Negócios.

"As empresas devem verificar periodicamente o valor de seus ativos. Isso é feito por meio de duas análises. Uma é sobre a capacidade de o ativo gerar resultado no futuro. A outra é sobre o valor de venda desse ativo. O valor mais favorável deve ser confrontado com o valor contábil desse ativo em seu balanço. Se esse valor for menor que o valor contábil, ela deve fazer o impairment', ou seja, dar baixa no valor contábil e lançar valor como despesa."

O advogado de Eike Batista, Sérgio Bermudes, nega que a situação da empresa seja de insolvência. Na MMX, ninguém foi localizado.