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Análise das demonstrações financeiras (ou análise das demonstrações contábeis)

Texto do Prof. Eric Barreto sobre a utilidade da análise das demonstrações financeiras e dicas de livros sobre o tema.


Análise das demonstrações financeiras (ou análise das demonstrações contábeis)
Eric Barreto
Eric Barreto
Professor do Insper e diretor da M2M

23/09/2014

Entre as disciplinas que leciono, a análise das demonstrações financeiras é a que mais me encanta. A mecânica do débito e crédito, os princípios contábeis e algumas regrinhas são substituídos por exercícios de interpretação.

O processo de análise, através das populares análise vertical e análise horizontal, utiliza o balanço patrimonial para entender as estratégias de investimento e de financiamento de uma entidade. A partir do balanço, também é possível obter uma visão sobre a liquidez de curto prazo e o endividamento (alavancagem) de uma companhia.

A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) nos permite calcular as margens de lucro e verificar a evolução dos resultados de uma companhia, e a interação do balanço com a DRE pode produzir informações bastante interessantes, como indicadores de rentabilidade (ROA, ROE, ROI), giro dos ativos, custo de dívida e prazos médios (de estocagem, de recebimento, de pagamento).

Já a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), permite entender o padrão de geração de caixa de uma entidade, assim como os investimentos que tem feito e os financiamentos que tem tomado ou pago.

Para os analistas de crédito e gerentes de relacionamento bancário, informações sobre a necessidade de investimento em giro (NIG), geração de caixa operacional e custo de dívida são fundamentais. A contabilidade nunca fornece uma resposta exata, mas é a melhor ferramenta que esses profissionais têm em mãos.

Outros importantes usuários das informações contábeis são os analistas de investimentos, que interpretam os números de uma empresa para decidir se seus clientes deveriam comprar, manter ou vender participação acionária naquela entidade.

Acho que todo gestor de empresas deveria ter noções de contabilidade para entender os possíveis efeitos das suas decisões sobre as oportunidades de captação de recursos financeiros e até sobre a riqueza dos sócios daquela entidade.

Recentemente, no curso de contabilidade financeira do Insper, e nas pesquisas da M2M Escola de Negócios, produzimos informações sobre a Petrobras e suas concorrentes, construtoras, bancos, empresas de varejo, concessionárias de serviços públicos, companhias siderúrgicas e mineradoras. Como você pode ver no blog da M2M, essas análises foram divulgadas nos jornais Valor Econômico, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, e também na revista Época Negócios, o que evidencia a utilidade das informações produzidas através de análises bem elaboradas.

Existem dezenas de livros sobre o tema, porém, mudanças recentes nas normas contábeis tornaram muitos deles obsoletos. Particularmente, gosto de um chamado “análise dos demonstrativos financeiros e da performance empresarial”, de autoria do Flávio Málaga, e de outro chamado “análise didática das demonstrações contábeis”, do conhecidíssimo Eliseu Martins e dos colegas Gilberto Miranda e Josedilton Diniz. Esse trio também escreveu o livro “análise avançada das demonstrações contábeis”, de conteúdo mais qualitativo para analistas experientes.

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